segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Um pequeno devaneio da madrugada


Atenção: esse texto simplesmente não vale a pena ser lido. Existem coisas mais úteis para se fazer na vida... é sério. 

Estava aqui na madrugada imaginando se eu fosse algum diretor de filmes de sátira como Todo Mundo em Pânico, o que dava pra fazer para “recriar” esse último filme da saga Twilight (que foi uma bosta como todos os outros, mas fui obrigado a assistir numa pitoresca sala de cinema). Cheguei à conclusão que sou um ótimo idealizador de humor engraçado e funcional (pelo menos dentro da mente). 
Imaginei o chefe dos vampiros da tal classe (ou clã, família, não sei ao certo) “nobre” dos Volturi como um megalomaníaco completamente pirado, que em cada cena estaria caracterizado de uma maneira diferente: rapper americano (com direito a gingado, modo de andar e gírias), empresário engravatado, pedreiro, Papai Noel e até mesmo com trajes femininos. O motivo? “Tudo para impedir que os humanos desconfiem sobre minha verdadeira natureza.” O vampiro, fã declarado de um bom espaguete e lasanha, afirmara que alguns turistas italianos estariam desconfiados pelo fato dele andar por ai com roupas medievais, morar no meio do nada num castelo e ter a pele quase completamente branca (no sentido literal). O cúmulo teria sido quando disseram que ele só podia ser o Drácula ou então um fã de Lady Gaga.
A história se sustentaria com piadas nonsense  recorrentes, como um comparação entre vampiros e os X-Men e Edward reclamando que o seu bebê parecia ter sido feito com efeitos especiais do Movie Maker, já que não se parecia como ele, nem com Bella e muito menos com uma criança de verdade. Pensei na possibilidade de usar um boneco de pano ou então criar um stickman computadorizado mesmo, mas bem tosco. Emmett - que seria utilizado como uma espécie de revoltado que odiava a realidade ridícula que vivia, numa tentativa de fazer com que ele fosse um correspondente do telespectador dentro do filme - diria: “As bonecas que você brincava há alguns anos atrás pareciam mais reais do que sua filha, Edward.” Mas Emmett não seria um personagem muito admirável, já que apanharia feio de Bella após desafia-la para uma luta. A esposa dele por sua vez, seria aficionada por cerimônias de casamento e constantemente ameaçaria greves de sexo se eles não se “casassem” diversas vezes ao longo do filme.

Jacob viveria nos becos da cidade rasgando lixo com cachorros, e em todas as suas aparições seria chamado de pedófilo por qualquer um dos personagens, além de sempre tirar a camisa (e as calças, em alguma ocasião propicia) quando fosse pronunciar suas primeiras falas numa cena. 

Kristen Stewart rindo
da minha sátira. 
Com medo de que a filha de Edward pudesse causar algum mal para a raça dos vampiros, prevendo que ela possivelmente poderia ser vitima de bullying pela sua aparência “exótica” e consequentemente passasse a morder seus colegas humanos desenfreadamente até ser descoberta, os vampiros Volturi (um grupo influente de vampiros que teria ligações com a versão vampiresca da máfia italiana, a maior contrabandista de sangue na Europa), que se autoproclamam os “protetores dos interesses dos vampiros ao redor do mundo, assim como a ONU ou os Estados Unidos”, pressionariam os Cullen para destruir a “aberração” vampiro-humana. Edward, contrariando a ideia de Alice de matar todos os Volturi com estacas no coração enquanto dormiam, resolve juntar testemunhas para comprovar que a sua filha é um ser inocente, para então propor um julgamento no conselho vampiresco. 
No dia do julgamento, todas as suas testemunhas são logo de cara impugnadas, porque que o juiz aceita o argumento do advogado dos Volturi de que há um grande conflito de interesse nelas, já que são todos membros da família Cullen. O juiz então dá o caso como encerrado e diz que eles podem se resolver da maneira que bem entendem.

Com medo de um duelo, Edward manda uma carta alguns dias depois para os italianos dizendo que analisou os testes de gravidez de Bella e tinha chegado à conclusão de que a criança havia sido concebida após ela virar vampira, sendo assim 100% da raça, mano!

Adiantando a história, quando os italianos descobrissem que tinham sido enganados pelos Cullen e que a filha criada por efeitos especiais era realmente metade humana, enviariam um ultimato para eles. Com medo da represália, todos iriam para um shopping center acreditando que naquele lugar lotado de pessoas os discretos italianos não os confrontariam. Um engano bastante inocente. Aro surpreenderia a todos vestido de Papai Noel e o resto do seu clã estaria com roupas de rena. Ele mandaria um dos seus comparsas colocarem tiaras de antena na cabeça dos Cullen e os forçaria a subir num pequeno palco no centro da decoração natalina do shopping. “Para não levantar suspeitas, duelaremos nesse pequeno teatrinho montado originalmente para alguma apresentação natalina dispensável. Matamos os atores, escondemos os corpos e roubamos suas roupas. Tudo parecerá uma encenação, vocês são os ‘gnomos malignos do Polo Sul’ que querem estragar o Natal e nós somos a gangue do Papai Noel. Poderemos lutar sem levantar nenhuma suspeita.”
"Uau! Isso é do meu mesmo nível
criativo."

Edward começaria a relutar e tentar resolver na conversa, mas Alice apareceria por trás e meteria uma paulada na cabeça de Aro, iniciando a batalha. Todos lutariam num embate épico, com seus “poderes especiais”. Bella usaria o seu poder que tinha descoberto algumas horas antes de sair de casa, que consistia em fazer Big Macs aparecerem na palma de sua mão, podendo arremessá-los na cabeça dos inimigos e manchar suas roupas. No meio do embate, Jacob apareceria (tirando a camisa, claro) com dezenas de cachorros vira-latas dentro do shopping, todos para proteger a filha de Bella (que a essa altura já não seria uma boneca, mas uma criança com máscara de smile). Aro durante a luta imploraria para Alice juntar-se a ele em seu clã, afirmando que ela seria gostosa demais para andar com um monte de homossexuais. “Minha mulher passa o dia inteiro trancada numa torre, ela jamais desconfiará. Eu sou rico e poderoso, você não pode me ignorar para ficar com esse seu marido frouxo que apanha até desse protagonista viado.”
Quando os Cullen estivessem finalmente vencendo os " malditos comedores de lasanha", a personagem de Alice acordaria numa cama fétida ao lado de um sujeito esquisito. Chacoalha ele e diz: “Que viagem, esse bagulho é bom mesmo hein. Tive uma baita good trip. Imaginei que eu era uma vampira que lutava contra outros vampiros... e tinha uns cachorros também.” Ele responde: “Eu te falei que esse era do bom, vamos passar lá na boca e comprar mais depois.” Logo depois a tela escureceria e subiriam os créditos finais, com uma música pop melodramática qualquer. 

sábado, 25 de agosto de 2012

Sem metrô, não tem SP

Esse ano eleitoral está complicado na área do transporte metropolitano. Há pouco tempo tivemos a greve dos metroviários que parou São Paulo por um dia. Quinta-feira (23/08), uma "falha na Estação Luz" causou mais transtornos. Isso só comprova que sem as minhocas de metal essa cidade não funciona!
Tive que andar duas estações, enfrentei filas enormes, pois somente uma catraca funcionava em cada estação (por questão de segurança), fiquei mais de 20 minutos esperando na plataforma com pessoas deitadas no chão, suando e passando mal; depois quando finalmente entrei no metrô, ele se locomovia a 20 km/h e ficava no mínimo 10 minutos parado em cada estação. E além de tudo isso, o povo nas plataformas superlotadas segurava as portas tentando entrar num trem completamente lotado. Perdi as contas de quantas vezes ouvi o aviso de "atenção: não segure as portas, evitem MAIS atrasos" e "o trem não se movimenta com as portas abertas". Depois de tudo isso, quando cheguei na minha estação, tive que empurrar meio mundo junto com os alunos da FMU para ir contra o fluxo e conseguir sair vivo do trem e da estação. 
Resultado final: 1h45 minutos atrasado.

Filas, filas e mais filas. (Foto de minha autoria)


Ouvi dizer que na Ana Rosa teve gente andando até nos túneis por causa de um trem que parou entre duas estações e ficou por lá parado por horas!

domingo, 22 de julho de 2012

Querido Playstation 2

Estreio esse blog com algumas lembranças da agora ultrapassada sexta geração de consoles. Fui um dos primeiros a ter o tão cobiçado Playstation 2, joguei jogos que vinham dentro de uma caixa de CD e guardo até hoje títulos pitorescos, como Crazy Taxi, Harvest Moon: Save the Homeland, Grand Theft Auto III, Finding Nemo, Batman Vegeance, Campeonato Brasil 2003 (sinceramente eu nem sei em cima de qual WE fizeram isso), Tony Hawk's 4, Knockout Kings 2002, Superman Shadow of Apokolips, Men in Black II e Pro Evolution Soccer 2. Jogos que hoje são completamente ultrapassados graficamente em comparação aos próprios jogos do mesmo console que vieram anos depois, mas que oferecem um grande potencial de diversão.
Sair voando pelos morros de São Francisco: atividade frequente em Crazy Taxi.
Sim, os passageiros adoravam.
 Não sei se era uma conceito geral desse início do console, mas todos os jogos que tive no início do PS2 eram simples e intuitivos, como os arcades de fliperama. A exceção a essa regra ficava com um jogo de estratégia chamado Pacific Theater of Operations IV, cujo tema era a Guerra do Pacifico que ocorreu na Segunda Guerra Mundial. O jogo era tão complexo que até hoje eu não sei jogar. Creio que se eu soubesse um pouquinho mais de inglês na época, teria mais sucesso.
PTO IV: Adorava pegar submarinos e sair fazendo estrago, apesar
de quase sempre não fazer a miníma ideia do que estava fazendo.
Eu nunca fui bom em jogos de luta, mas um deles conseguia me seduzir ao ponto de ficar horas e horas na frente da tela, zerando o jogo com todos os personagens: Tom & Jerry: War of the Whiskers. Isso mesmo, Tom & Jerry! Esse jogo é a prova que não é necessário um jogo ter litros e litros de sangue para ser divertido. A ideia era bem simples: inicialmente você só podia jogar com o Tom e o Jerry, tendo que completar o modo desafio com um deles para liberar outro personagem e depois fazer outro modo desafio para liberar outro, até que todos os personagens, fases e roupas especiais fossem liberados. Esse modo nada mais era do que lutas de dois rounds (ou três, dependendo dos resultados) contra diversos personagens do mundo de Tom & Jerry. Algo mais ou menos parecido com a torre de desafios do clássico Mortal Kombat. Abaixo, o trailer do jogo:

A variedade de cenários e personagens era admirável, começando na cozinha da casa do Tom e passando pelo Velho Oeste, ferro-velho, México, praia, castelo medieval, casa mal-assombrada, navio, neve e laboratório, entre outros, sendo que todos eram interativos, com várias coisas para ajudar e também atrapalhar os lutadores. No fim do jogo, o chefão podia ser um Jerry geneticamente modificado ou um gato robótico que voa e solta fogo, dependendo do personagem. Todos inspirados em episódios dos desenhos animados.

Outro jogo marcante para mim foi o aclamado Grand Theft Auto III, jogo que foi responsável por um dos maiores "baques" que eu levei na minha vida de jogador. Pra quem jogava o GTA 2 do "Play1" na casa do tio, pegar um GTA totalmente 3D foi uma das sensações mais incríveis da minha linda infância. Controlar o mudinho Claude rumo a vingança contra Catalina, é com certeza a experiência mais interessante que alguém poderia ter num console de videogame, pelo menos até 2002. A liberdade que o jogo proporcionava jamais tinha sido vista antes em nenhum outro jogo. Obrigado DMA Design (ou Rockstar North, se preferir)!
A história de GTA III ocorria no tempo presente (2001) e todos os jogos da era PS2 que se seguiram, eram de anos anteriores a ele, com personagens principais diferentes, mas no mesmo universo. Se você realmente se interessar pela história enquanto joga todos os títulos com certeza, assim como eu, se apaixonará pelo mundinho fictício onde Nova York é Liberty City, Miami é Vice City e Califórnia/Nevada é San Andreas.
Lembro como se fosse ontem da primeira vez que rodei o jogo lá em 2002 e dei de cara com essa intro estupenda:

E como se não bastasse o GTA 3 ser incrível, alguns meses depois adquiri o então mais novo lançamento da já renomeada Rockstar North: Grand Theft Auto: Vice City. Só pela história que funde Miami Vice com Scarface, resultando na luta de Tommy Vercetti para reconstruir sua vida após quinze anos de prisão em nome de um chefão sem escrúpulos, GTA Vice City já se mostra incrível, mas a atração principal na minha opinião é a trilha sonora. O jogo apresentava 7 opções de rádios de música fictícias, cada uma com um tema variado. Como a história é ambientada em 1986, todas as músicas são da época, que particularmente é a minha preferida musicalmente falando. Arrisco dizer que GTA Vice City foi responsável por muito da formação do meu gosto musical atual, que vai de heavy metal a new wave. Clique aqui para ver o artigo na wikipedia sobre a trilha sonora do jogo. 
Foi jogando GTA Vice City que eu descobri doideiras musicais dos anos 1980 como Corey Hart, por exemplo:


Tommy Vercetti: Provavelmente o mais sanguinário de todos os GTAs,
o cara é linha dura mesmo! Apesar disso, ele mora no litoral e não sabe nadar. 
Deixando o GTA um pouco de lado, não posso esquecer de citar o estupendo jogo de futebol Pro Evolution Soccer 2, vindo de uma época que a Konami era perfeita em tudo que fazia e a Electronic Arts comia poeira todos os anos. Nunca um jogo de futebol me proporcionou tanta emoção quanto esse, ele conquistava a todos aqui em casa, com muitas Copas do Mundo de vários players realizadas.
O problema com licenças que sempre assombrou a Konami era um dos charmes do jogo. O Brasil normalmente entrava em campo com: Merquez; Raime Junior, Smildone e Luciano; Facu, Roberto Larcos (o jogador mais rápido e completo já visto em um PES), Esermon, Vilsa e Naldorinho; Ravoldi e Radolno. Junto com a França, esse Brasil era quase imbatível, uma seleção completa assim como o verdadeiro Brasil campeão de 2002. Naquela época o realismo não tinha uma importância tão grande quanto hoje, que eu lembre somente Inglaterra e Japão tinham suas seleções totalmente reais com logotipo da confederação, nomes, faces bem-feitas e uniformes. Alguns só tinham os nomes reais e outros nem o nome tinham. Por exemplo: todos os jogadores da Holanda eram chamados de "OrangeXX" (com um número no lugar do "X")! E o mais engraçado é que o narrador falava esses "nomes" com a maior naturalidade, inclusive dando a escalação completa da Holanda dos "Oranges" no começo dos jogos. O jogo também contava com alguns pouquíssimos times de clubes e um modo Master League, que era extremamente limitado. No meio dos times de clubes era possível encontrar um time chamado "Mato Grosso" e outro de nome "Selvas", que correspondiam ao Palmeiras e Vasco da Gama, respectivamente.

A jogabilidade era simples e o conceito exatamente o mesmo que o dos PES da atualidade, a única diferença era o passe em profundidade que sempre saia errado, a ausência de diversas opções de dribles e, é óbvio, a falta de controle da direção do passe.
Mas o melhor ficava para a trilha sonora, que possuía duas músicas do Queen!! É isso mesmo que você leu, numa época em que os jogos de futebol só possuíam musiquinhas instrumentais sem graça, a Konami me aparece com uma "We Will Rock You" na intro e "We Are the Champions" que tocava na tela se você vencesse a Copa do Mundo!
Preparem-se para ver a melhor intro de jogo da história da humanidade:

Playstation 2 ♥