Atenção: esse texto simplesmente não vale a pena ser lido. Existem coisas mais úteis para se fazer na vida... é sério.
Estava aqui na madrugada imaginando se eu fosse algum
diretor de filmes de sátira como Todo Mundo em Pânico, o que dava pra fazer
para “recriar” esse último filme da saga Twilight (que foi uma bosta como todos os outros, mas fui obrigado a assistir numa pitoresca sala de cinema). Cheguei à conclusão que sou
um ótimo idealizador de humor engraçado e funcional (pelo menos dentro da
mente).
Imaginei o chefe dos vampiros da tal classe (ou clã,
família, não sei ao certo) “nobre” dos Volturi como um megalomaníaco
completamente pirado, que em cada cena estaria caracterizado de uma maneira
diferente: rapper americano (com direito a gingado, modo de andar e gírias),
empresário engravatado, pedreiro, Papai Noel e até mesmo com trajes femininos.
O motivo? “Tudo para impedir que os humanos desconfiem sobre minha verdadeira
natureza.” O vampiro, fã declarado de um bom espaguete e lasanha, afirmara que
alguns turistas italianos estariam desconfiados pelo fato dele andar por ai com
roupas medievais, morar no meio do nada num castelo e ter a pele quase
completamente branca (no sentido literal). O cúmulo teria sido quando disseram
que ele só podia ser o Drácula ou então um fã de Lady Gaga.
A história se sustentaria com piadas nonsense recorrentes, como um
comparação entre vampiros e os X-Men e Edward reclamando que o seu bebê parecia
ter sido feito com efeitos especiais do Movie Maker, já que não se parecia como
ele, nem com Bella e muito menos com uma criança de verdade. Pensei na
possibilidade de usar um boneco de pano ou então criar um stickman
computadorizado mesmo, mas bem tosco. Emmett - que seria utilizado como uma
espécie de revoltado que odiava a realidade ridícula que vivia, numa tentativa
de fazer com que ele fosse um correspondente do telespectador dentro do filme -
diria: “As bonecas que você brincava há alguns anos atrás pareciam mais reais
do que sua filha, Edward.” Mas Emmett não seria um personagem muito admirável, já que apanharia feio de Bella após desafia-la para uma luta. A esposa dele por sua vez, seria aficionada por
cerimônias de casamento e constantemente ameaçaria greves de sexo se eles não
se “casassem” diversas vezes ao longo do filme.
Jacob viveria nos becos da cidade rasgando lixo com
cachorros, e em todas as suas aparições seria chamado de pedófilo por qualquer
um dos personagens, além de sempre tirar a camisa (e as calças, em alguma ocasião
propicia) quando fosse pronunciar suas primeiras falas numa cena.
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| Kristen Stewart rindo da minha sátira. |
Com medo de que a filha de Edward pudesse causar algum mal
para a raça dos vampiros, prevendo que ela possivelmente poderia ser vitima de
bullying pela sua aparência “exótica” e consequentemente passasse a morder seus
colegas humanos desenfreadamente até ser descoberta, os vampiros Volturi (um
grupo influente de vampiros que teria ligações com a versão vampiresca da máfia
italiana, a maior contrabandista de sangue na Europa), que se autoproclamam os
“protetores dos interesses dos vampiros ao redor do mundo, assim como a ONU ou
os Estados Unidos”, pressionariam os Cullen para destruir a “aberração”
vampiro-humana. Edward, contrariando a ideia de Alice de matar todos os Volturi
com estacas no coração enquanto dormiam, resolve juntar testemunhas para comprovar que a
sua filha é um ser inocente, para então propor um julgamento no conselho
vampiresco.
No dia do julgamento, todas as suas testemunhas são logo de cara impugnadas, porque que o juiz aceita o argumento do advogado dos Volturi de que há um grande
conflito de interesse nelas, já que são todos membros da família Cullen. O juiz então dá o caso como encerrado e diz
que eles podem se resolver da maneira que bem entendem.
Com medo de um duelo, Edward manda uma carta alguns dias
depois para os italianos dizendo que analisou os testes de gravidez de Bella e
tinha chegado à conclusão de que a criança havia sido concebida após ela virar
vampira, sendo assim 100% da raça, mano!
Adiantando a história, quando os italianos descobrissem que
tinham sido enganados pelos Cullen e que a filha criada por efeitos especiais
era realmente metade humana, enviariam um ultimato para eles. Com medo da
represália, todos iriam para um shopping center acreditando que naquele lugar
lotado de pessoas os discretos italianos não os confrontariam. Um engano
bastante inocente. Aro surpreenderia a todos vestido de Papai Noel e o resto do
seu clã estaria com roupas de rena. Ele mandaria um dos seus comparsas
colocarem tiaras de antena na cabeça dos Cullen e os forçaria a subir num
pequeno palco no centro da decoração natalina do shopping. “Para não levantar
suspeitas, duelaremos nesse pequeno teatrinho montado originalmente para alguma
apresentação natalina dispensável. Matamos os atores, escondemos os corpos e
roubamos suas roupas. Tudo parecerá uma encenação, vocês são os ‘gnomos
malignos do Polo Sul’ que querem estragar o Natal e nós somos a gangue do Papai
Noel. Poderemos lutar sem levantar nenhuma suspeita.”
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| "Uau! Isso é do meu mesmo nível criativo." |
Edward começaria a relutar e tentar resolver na conversa, mas Alice apareceria por trás e meteria uma paulada na cabeça de Aro, iniciando a batalha. Todos lutariam num embate épico, com seus “poderes
especiais”. Bella usaria o seu poder que tinha descoberto algumas horas antes
de sair de casa, que consistia em fazer Big Macs aparecerem na palma de sua
mão, podendo arremessá-los na cabeça dos inimigos e manchar suas roupas. No
meio do embate, Jacob apareceria (tirando a camisa, claro) com dezenas de
cachorros vira-latas dentro do shopping, todos para proteger a filha de Bella
(que a essa altura já não seria uma boneca, mas uma criança com máscara de
smile). Aro durante a luta imploraria para Alice juntar-se a ele em seu
clã, afirmando que ela seria gostosa demais para andar com um monte de
homossexuais. “Minha mulher passa o dia inteiro trancada numa torre, ela jamais
desconfiará. Eu sou rico e poderoso, você não pode me ignorar para ficar com esse
seu marido frouxo que apanha até desse protagonista viado.”
Quando os Cullen estivessem finalmente vencendo os " malditos comedores
de lasanha", a personagem de Alice acordaria numa cama fétida ao lado de um
sujeito esquisito. Chacoalha ele e diz: “Que viagem, esse bagulho é bom
mesmo hein. Tive uma baita good trip. Imaginei que eu era uma vampira que
lutava contra outros vampiros... e tinha uns cachorros também.” Ele responde:
“Eu te falei que esse era do bom, vamos passar lá na boca e comprar mais
depois.” Logo depois a tela escureceria e subiriam os créditos finais, com uma
música pop melodramática qualquer.


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